Não é só isso, a vergonha, a tristeza e a insegurança.
São emoções que terminam por influenciar diretamente a maneira
como nosso corpo reage. E são elas também que podem transformar a nossa vida, nos fazendo pensar negativo, a querer nos vingar de algo que não aceitamos.
Existe revolta maior do que chegar em
casa e ver sua casa toda revirada, roubada, pois é, sofro demais com ações como
essas, a família de dois dos meus quatro filhos já não tem mais o que os
ladrões levar de suas humildes residências em Cuiabá.
Só nós e outras famílias que passam por
isso sentem essa mistura de sentimentos, tristeza e dor, sei lá mais o que se
pode dizer diante do vazio. Todos sabemos as
dificuldade que se passa para ter sua casa própria, seus móveis e
eletrodoméstico básico para se ter uma vida digna. E de uma hora para a outra
ver tudo vazio. É mesmo sangrando por dentro, resistir tanta falta de segurança.
Eu sei a força que meus filhos faz para se levantar entre um roubo e outro, só
quem passa por isso sabe o quanto é triste e desanimador viver assim.
Às vezes, tristeza como essa, me faz
refletir muito sobre a insegurança do nosso povo, nos fazendo aguentar a vontade que brote
um sinal para nos ampararmos, acabando com às incertezas, dizer o que fazer para viver o
presente e poder pensar no futuro sem o medo dos ladrões.
No meu ponto de vista, hoje roubar
parece ser profissão com ponto diário na casa de meus filhos, Polliana e Sidcley, pois
quando saem para trabalhar ou estudar a ausência do sossego bate forte, vem a aflição, a angustia
e o medo do retorno para suas casas, queria tanto poder viver com tranquila com dignidade junto a meus
filhos que até agora tiveram que trabalhar somente para os impostos e os ladrões
grandes e pequenos.
Triste realidade...




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