sexta-feira, 22 de julho de 2011

SER PROFESSORA DE MATEMÁTICA

Concordo plenamente com a professora
Cristina Loureiro
ESE Lisboa, 1980.
        Uma das coisas que melhor recordo do meu ano de estágio era um comentário da minha orientadora em 1980:
        Hoje é mais difícil ser professor do que quando eu comecei. Hoje o professor de Matemática, além de saber matemática tem de enfrentar situações de aula muito complicadas e difíceis. Nos meus primeiros anos bastava-me saber bem o assunto que ia ensinar.  
         Hoje é preciso saber motivar os alunos, apresentar a matemática de uma forma interessante, ter propostas de trabalho diversas, chegar junto dos alunos, entender as suas dúvidas, fazê-los compreender. A tarefa que vos espera é uma tarefa muito difícil.
       Não posso garantir que fossem estas exactamente as suas palavras, mas estas eram as ideias e o vocabulário era também mais ou menos este. Tenho a certeza de que hoje ambas diríamos:
      
Professor de Matemática é um gestor de currículo e de aprendizagens. Gerir um currículo pressupõe que se conheça muito bem o assunto de aprendizagem para que ele possa ser manobrado de acordo com as situações. Gerir aprendizagens pressupõe respeito pela diversidade de pontos de partida e de formas de aprender, e exige que se conheça muito bem os aprendizes. 
Hoje o professor tem de organizar a aprendizagem para que os alunos tenham um papel activo. Para isso precisa de saber encontrar e utilizar os verdadeiros estímulos da matemática, uma área de conhecimento desafiante e criativa por natureza. A diversidade de assuntos e as especificidades de cada um permitem que os alunos não reajam todos da mesma maneira, mas se pensar é inerente à natureza humana todo o indivíduo pode fazer alguma matemática e, por isso, poderá aprender alguma matemática. A sociedade tecnológica de hoje exige que a Matemática contribua para o desenvolvimento de cada cidadão.
       
Tarefas pesadas se as encararmos isoladamente. São tarefas que se realizam com outros profissionais, partilhando dúvidas, dificuldades e certezas também. Articulando uma prática reflexiva com contributos teóricos e resultados de investigação, procurando tirar todo o partido de instrumentos tecnológicos que têm sido colocados à nossa disposição, podemos encarar a profissão que escolhemos com o estímulo do desafio, da criatividade e da cooperação.   
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Ao longo dos anos, a profissão de professor de Matemática tem evoluído, acompanhando os desenvolvimentos da didáctica e da formação de professores. Hoje encaramo-nos como profissionais responsáveis pelo nosso próprio desenvolvimento profissional.
  Tudo o que é inerente ao reconhecimento de uma profissão nos torna mais exi-gentes connosco próprios e com a formação de mais profissionais. A profissão de professor de Matemática no final do século XX não se compadece do recru-tamento de professores em função do número de créditos de matemática que contabilizam nas suas licenciaturas e independentemente da lógica da sua for-mação. Só quem vê a matemática como um saber exclusivamente de serviço e de aplicação pode considerá-la como tal. A matemática é também um saber de desenvolvimento, de educação e de formação. E para um professor de Matemática a sua formação deve articular harmonicamente todas estas componentes.
        
É por tudo isto e pelo alunos de hoje e de amanhã que desejamos que todos os futuros professores de Matemática comecem por realizar uma licenciatura em ensino da Matemática.


SER PROFESSOR HOJE

 UFA CONSEGUI, MISSÃO CUMPRIDA

Os tempos mudam. Objetos eletrônicos são substituídos, relacionamentos são desfeitos; algumas profissões são substituídas por outras no decorrer do tempo. Será que a profissão professor também será substituída ou engolida por um sistema que cada vez mais oprime toda classe?

O governo usa propaganda a fim de instigar as pessoas a serem professores, mostra que o profissional da educação é o maior culpado do desenvolvimento do mundo. Ele quer perguntar pra você se não quer ser professor. Parece que ser professor é como você pegar um uniforme e dizer: "Hoje você vai dar aula em uma determinada escola do Estado".

O que vai acontecer em um futuro próximo é não ter mais profissional da área, porque não há investimento, incentivo e tão pouco apoio por parte da sociedade. Pergunte hoje quem quer ser professor. A maioria vai afirmar outras profissões.
Pesquisadores afirmam que ocorrerá o caos na educação pública, pois as vagas deixadas por professores que se aposentam, que mudam de função, não serão supridas por outros profissionais.    

Ser professor hoje nesse contexto requer equilíbrio, tolerância e, principalmente, controle emocional. Deparam-nos por um lado com situações deprimentes: alunos intolerantes, violentos, sem perspectiva de futuro. Por outro lado, professores insatisfeitos, incompreendidos por uma sociedade que pensa em um professor perfeito, sem falhas, um herói, o qual não pode ter nenhum tipo de problema. Tudo à mercê de um sistema que prende as mãos e a cabeça. Nós, educadores, estamos sujeitos a situações constrangedoras, como sermos agredidos moral e fisicamente, ou até sermos mortos.

Embora a situação seja crítica, nós, educadores, não perdemos a esperança, já que todos nós temos compromisso com a educação de qualidade, profissionais qualificados e, sobretudo, com a educação de nossos filhos. O que precisamos, por conseguinte, é de apoio do governo no sentido de viabilizar nossos anseios, nossa esperança de sermos reconhecidos pelo que realmente fazemos.  Parabéns a todos educadores desse país.
Alailson Leal - professor 

APOSENTAR-SE, EM REGIME ESPECIAL

      A emenda 47/2005, DOU de 6.7.2005 (Art. 3º) estabeleceu que o professor  em exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio, que tenha ingressado no serviço público até 16.12.1998, poderá aposentar-se com base na remuneração do cargo efetivo em que se der a aposentadoria, desde que cumpram cumulativamente:

        I trinta anos de contribuição, se homem, e vinte e cinco  de contribuição, se mulher;

        II vinte e cinco anos de efetivo exercício no serviço público, quinze anos de carreira e cinco anos no cargo em que se der a aposentadoria;

        III idade mínima resultante da redução, relativamente aos limites do art. 40, § 1º, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, de um ano de idade para cada ano de contribuição que exceder a condição prevista no inciso I do caput deste artigo. ( § 5º do artigo 40, da CF.)

MATRIZ PARA O CÁLCULO DA RESULTANTE - PROFESSORA
Idade Tempo/contribuição Soma
50 25 75
49 26 75
48 27 75
47 28 75
            Desta forma, à cada ano que supere o tempo de contribuição necessário à aposentadoria, reduz-se um ano de idade do professor. Esta modalidade beneficiará o professor que iniciou na carreira mais cedo.
Eu Jurandina Barbosa Sales, encerrei minha carreira no dia 14/07/2011 s 10horas com 26anos, 6meses e 1 dia de contribuição, MISSÃO CUMPRIDA.