Venho através
desta expressar meus sinceros sentimentos de carinho e amor que tenho por você,
desde que te conheci ainda bem pequeno, não sei quantos anos tinha você, lembro
que foi em fevereiro de 1976, quando nossa mãe nem me acolheu quando fui
visita-la depois de ter doado-me aos 7 anos de idade, sei que somos
amigos-irmãos, mas tu não sabe muito de minha história de vida. Mas sabes que
amo e considero você e a Lucirene como nem um dos outros irmãos, pela luta de vida que tiveram, as vezes rejeitados pelos outros irmãos eu as admiro,
sei da luta de vocês dois p/ sobreviver sem o amor de pai.
Não convivemos
na infancia, tão pouco na juventude, todavia nunca fui uma irmã desligada,
mesmo não podendo ajudar financeiramente, sempre os amei e admirei, pois compreendo
que existe 2 tipos de família, a que não escolhemos que é a que nos coloca no
mundo e a outra é que construimos quando nos tornamos adultos de quem pai e mãe
são os responsáveis, nós dois conhecemos o sabor das duas, não é mesmo? Sabemos
também que onde há relacionamento humano
é inevitável o conflito. O importante é os pais estimularem a amizade e o
respeito entre os irmãos desde pequenos. Pois é, apesar de não sermos criados
dentro de uma família tão exemplar, crescemos honestos de bom caráter e de boa
índole.
Eu
pessoalmente sempre tenho um olhar de amizade, de cumplicidade e o cuidado de
preservar uma relação de carinho, amizade e muito amor entre meus irmãos, que
para mim sempre foram referência. Nada de rivalidade, irmãos são companheiros.
Ou pelo menos deveriam ser. As famílias que têm irmãos amigos, que se
compreendem e estão sempre dispostos a se ajudarem mutuamente mesmo que com
palavras de amor e carinho é o que mais admirar. Mesmo sabendo que nossos pais
não tiveram um presente e importante papel na construção dessa relação amistosa
entre seus filhos não foi totalmente regada pelo nossos pais.
Eu
Jurandina Barbosa sempre busquei cultivar uma harmonia saudável entre meus 18
irmãos de sangue, posso dizer cheia de orgulho que já visitei a casa de todos,
sinto por ter apenas passado de passagem pela casa em que você morava na época,
mas fui cheia de alegria, me sentir tão bem, saboreei aquele almoço gostoso que
preparam.
Lembro
sempre e fico triste com uma frase de Martin Luher que dizia,” Aprendemos a
voar como pássaros, e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como
irmãos”. Mas aqui agora escrevendo esta carta para ti, quero refazer essa frase
dizendo: Aprendemos tudo que a vida nos der a oportunidade de sonhar e realizar
tal sonho, mas não me deixe nunca deixar de amar e considerar um irmão.
Será
porque pessoas aquarianas se preocupam tanto, queria eu ser diferente, menos
emotiva, amorosa e não me emocionada tanto. Pronto, chorando num dá p/ falar
mais nada, beijos e....
Abraços
dessa sua irmã que nunca deixará de te amar.
Jurandina
Barbosa
