Meus filhos!
Polliana, Wenderson, Sidcley e Júnior
Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. "Amo-vos como quem ama o
amor. Não conheço, nenhuma, outra razão, para vos amar, senão amar. Que
quereis que vos diga, além de que vos amo, se o quero dizer-vos é que
vos amarei sempre e eternamente."
Como diz Fernando Pessoa o ser humano tem pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens. O poeta pode até ser um fingidor. Mas o amor que sinto por vocês não tem como ser um fingir tão completamente, pois quando demoro dias sem tocá-los sinto algo como se fosse uma dor nomeio essa dor como a dor de amar desinteressadamente.
Não é um amor romântico, creio que seja o amor eterno daqueles que Deus criou para sempre. Para ilustrar melhor o que sinto faço minhas a palavras de Fernando Pessoa no poema:
O amor
O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar para ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar para ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

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