sexta-feira, 1 de outubro de 2010

MOMENTOS & MOMENTOS - 2010


Como é preciso compreender e aceitar as diferenças de cada um para que a harmonia desta noite se preserve.
De que adiantam a mesa farta, os presentes e os adornos, se os interesses se desarmonizam, se as pessoas não se autorizam a se dar as mãos?
Ainda bem que nem acostumei com isso. Começo a sentir essa sensação, mas a vida é assim, filhos crescem e constituem outros laços, novas famílias
Este Natal me trouxe uma experiência nova e que é difícil de lidar - não ter a todos que amo junto a mim, nesta noite especial.
Quando os filhos são crianças, como é fácil guiá-los e levá-los junto! Mas, eles crescem, se casam, agregando outras famílias, outras cabeças, outros corações, outras histórias...
Meu desejo é expandir a mesa, aumentar os lugares e arrebanhar quem agora chegou e faz parte da família que criei.
  Entretanto, meu desejo é pequeno perante os demais que, neste ano, se dividem.
Eu com a minha mania de unir e juntar, esqueci que é importante saber deixar ir, em lugar de só receber.
Eu, com a minha vontade de olhar e ver a todos que amo, esqueci que existem outras vontades diferentes da minha, as vontades e sentimentos de quem faz parte de minha família, que existem outras mesas, outras árvores, outras mães, outras avós.
TINTIM - FAMÍLIA
  Conforme a família se expande, é importante rever os rituais, é importante alargar as fronteiras para que outros modos de ver e pensar a vida possam coexistir.
Será difícil não ver a todos, lidar com a falta de gente muito querida, depois de quase trinta seis anos juntos na noite de Natal. Talvez, a noite não seja tão feliz...
Mas, viver o verdadeiro Natal em família é desistir do "cartão natalino", em que tudo parece perfeito sem jamais poder chegar a sê-lo.
Viver o Natal em família é também perceber que ela é uma entidade com vida própria e que conviver em meio a ela será sempre um desafio à prática da flexibilidade e da tolerância.
A família é um núcleo de convivência, unido por laços afetivos, que costuma compartilhar o mesmo teto. É a definição que conhecemos. Entretanto, esta convivência pode ser feliz ou insuportável, pois seus laços afetivos podem experimentar o encanto do amor e a tristeza do ódio. E a morada sobre o mesmo teto? Dependendo dessas fases contrastantes, ela pode ser um centro de referência, onde se busca e se vivencia o amor, ou... um mero alojamento.
A família não é algo que nos é dado de uma vez por todas, mas nos é dada como uma semente que necessita de cuidados constantes para crescer e desenvolver-se. Quando casamos, sabemos que, entre outras coisas, temos essa semente que pode germinar e um dia dar fruto: ser uma família de verdade. Devemos, portanto, estar conscientes de que é preciso trabalhá-la e cultivá-la sempre, constantemente, e com muito amor. 
Família vem de uma opção, ela existirá a partir do momento em que um homem e uma mulher decidirem viver juntos, criar um mundo novo, um mundo diferente: uma família. Nesse mundo novo e distinto, nascerão os filhos, que se incorporarão ao projeto de vida idealizado por seus pais.
No dia do meu niver...5.5
Eles crescerão, encontrarão o sentido de sua existência, amadurecerão e com segurança partirão para realizar seu próprio projeto de vida.     

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